sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Uma parte de mim...

'Uma parte de mim 
é todo mundo;
outra parte ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão;
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte 
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte se espanta.
Uma parte de mim
é pemanente;
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim 
é só vertigem;
outra parte
linguagem,
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
  de vida ou morte - 
  será arte?'

(Ferreira Gullar)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cantar a Vida


"Mesmo aqueles que cantam desafinado deveriam aplicar-se a cantar, pois é um meio de fazer um trabalho sobre si mesmo. Quando nós cantamos, fisiologicamente há algo de poderoso que, desde a garganta até ao diafragma, se põe em movimento: a voz jorra e, pouco a pouco, nós sentimo-nos libertos das tensões e dos pesos interiores. O que se sabe dos anjos? Eles são representados como criaturas aladas cantando. Tal como as aves. O anjo e a ave estão associados à ideia de leveza, de voo, mas também de canto. Não é isso já para nós um convite para cantarmos a fim de nos libertarmos de tudo o que nos torna pesados? Os humanos poderiam curar-se de tantas perturbações mentais pelo canto! É que as vibrações da voz também têm o poder de desagregar as presenças obscuras que tentam agarrar-se a nós. O canto é uma expressão da vida; a vida em si mesma não é senão um canto. E o que há de mais necessário, de mais vivificador, do que arrancarmo-nos à atmosfera pesada que nos rodeia a fim de nos lançarmos para essas regiões onde tudo é harmonioso, luminoso, leve?"


(Omraam Mikhael Aivanhov)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Mensagens do Deserto


Caminhante antigo,

não se detenha na aparência,

mergulhe além da onda,


além da espuma,

para o ventre da paz,

na caverna do Coração do homem,

Cidade eterna do Espírito.

Vozes do deserto se levantam
para os preparados para ouvir

a mensagem dos camelos,

em lenta e precisa Caravana.
Cabeças altivas,
erguidas para o Céu.

Passos cadentes,

traçando rastros fugidios na areia,
da impermanência.

Disciplina necessária,

para a longa travessia,
que liga Nada ao Nada.


(in Mensagens do Deserto, Editora Diálogos do Ser)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dando o melhor de si

Mauro era um jovem em busca de experiências e autoconhecimento. E queria como todos os outros jovens da sua idade, ser uma pessoa bem sucedida no mundo. Certa vez participou de um workshop sobre ‘coaching, determinação e liderança’.  Recebeu o convite de uma amiga, que o convenceu que poderia ser bom para se reciclarem e aprenderem coisas novas. Chegaram num enorme salão com um grupo de aproximadamente 100 pessoas. Num dos exercícios, o grupo tinha que correr até um objetivo (orientado pela instrutora), dando cada um o seu máximo, seu 100%.  
Dada a largada, todos correram velozmente. Mauro não estava muito convencido, foi meio que sendo levado pelo grupo, afinal ou corria junto dele ou era atropelado. Durante a corrida ele se contentou de estar apenas correndo bem, consciente do espaço a sua volta, das pessoas que corriam e passavam por ele, e consciente do seu ritmo. No final do exercício, depois que todos já haviam chegado, a instrutora disse que o objetivo era na verdade dar o 100%, mas a atitude da maioria foi de competir. Mauro a princípio viu que estava certo de não entrar naquela corrida desesperada onde as pessoas não se viam, se esbarravam e algumas até caíam, simplesmente por causa de uma ideia maluca que alguém inventou.
Depois de explicado, a instrutora deu a oportunidade aqueles que não deram tudo de si, para que corressem de novo, mas agora seria uma corrida curta. Dessa vez, Mauro se ofereceu prontamente, pois reconhecia que na primeira oportunidade não deu seu melhor. Eram quatro pessoas em linha, que teriam que correr para atingir o propósito de suas vidas! (era essa a proposta hipotética). Mauro saiu atrás, mas no meio do caminho sentiu uma força interior que vinha da altura do coração, que o fez em uma passada ou duas se recuperar, e no fim, para seu espanto (porque não competia com ninguém) havia chegado antes de todos.

A vitória era um motivo de orgulho, uma alegria, mas o mais importante, e o que ele levaria dali, era o aprendizado, que fez com que Mauro refletisse. O ego quer sempre competir. Quer ser melhor do que os outros. Faz crer que você veio ao mundo para conquistar o sucesso. Ele se acha mesmo especial e acredita que você deve ser perfeito. O ego se leva muito a sério. Ele precisa ser o primeiro e ser genial sempre. Mauro não acreditou no comando do ego, que fez com que todos se atropelassem e perdessem o propósito verdadeiro. Se concentrou em vencer a si mesmo e em aprender. Ele não sabia o que passou dentro dos outros naquela corrida. Mas sabia que algo que vinha do coração passou por ele.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Cântico Negro, de José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Escola da Criação pelo Som

Por Artur

Nós estamos encarnados para aprender a criar de acordo com os padrões de evolução. O som é um elemento de criação. Nós temos que aprender a criar pelo som. Todos os sons correspondem a estados de consciência. E eles moldam algo correspondente a esses estados. Quando nós estamos emitindo um som, aquilo está correspondendo a um estado de consciência. E nós estamos criando algo, plasmando algo até na matéria concreta (...) no ambiente, nas moléculas, nos átomos, nas partículas.
Qualquer som, qualquer pensamento, qualquer sentimento, é material, nós estamos movendo a substância material, estamos organizando a substância material. A música penetra o nosso ser, toca o nosso ser, a nossa aura, e preenche o nosso campo psíquico por uma outra via. Então a música é algo muito delicado.
A música transcende a cultura, transcende algo intelectual, transcende as salas de aula das universidades, transcende os conservatórios e concertos. Então música não é apenas um fato cultural, isso é coisa da nossa mente. A música existiu desde sempre. A música é o elemento criador. Os devas criam pelo som. O planeta surgiu pelo som. Ele permanece existindo porque o ser planetário está emitindo um som. Ele está aglutinando a matéria. Nós temos que aprender a criar. O som é o veículo. É o instrumento de criação que conduz uma eletricidade interna.
E nós podemos ser instrumentos de criação da harmonia.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Diálogo entre Avatares

-Eu vejo você.
-Eu vejo você.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Reconstrução

Reconstrução

Despi minha couraça
abandonei o escudo
perdi todas as minhas certezas
o chão caiu.

Abismo sem rede.
Queda livre.
Ponto nulo,
zero.
Nada.

Livre de tudo
com o coração na mão
sinto meus pés baterem como asas
pulsos correndo meu corpo até a ação.

Sementes em busca de água esticam-se até nascer a nova Flor.
(Betina Kopp)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Oração dos Músicos

"Deus, Todo-Poderoso, que nos destes a vida, os sons da natureza, o dom do ritmo, do compasso e da afinação das notas musicais, dai-me graça de conseguir técnica aprimorada em meu instrumento, a fim de que eu possa exteriorizar meus sentimentos através dos sons. Permiti, Senhor, que os sons por mim emitidos sejam capazes de acalmar nossos irmãos perturbados, de curar os doentes e de animar os deprimidos; que sejam brilhantes como as estrelas e suaves como o veludo. Permiti Senhor, que todo o ser que ouvir o som do meu instrumento sinta-se bem e pressinta a Vossa Presença".

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Nigredo

Não me peça para esquecer os erros,
Quero a memória vigilante para os novos caminhos,
Já fui cego e surdo com os olhos e ouvidos que Deus me deu para ver e escutar.
O meu pensamento encontrava trevas em plena luz,
A noite sofria a ausência da lua e das estrelas,
E o mar imenso era negro e silencioso.
Há tanta paisagem no mundo e há tantos olhos distraídos.
Não me peça para esquecer os erros,
Eles serão minha bússula,
No grande oceano da esperança.

(Cassia Bigoni)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Apogeu do chão e do pequeno

Por Mariana Montenegro Martins
“Eu via a natureza como quem a veste”.
(Manoel de Barros)
Como explicar o desejo? Posso explicar de umas cem formas, mas ele continuará desejo, uma pulsão que vêm de um lugar desconhecido, submerso, onde palavras mal explicam, e só fazem evocar forças. Para traduzir esse mundo faz-se uso de símbolos, de metáforas e alegorias. Balbuciam-se sons e emanam-se calor e cores. Para traduzir esse mundo faz-se também poesia. Cabe a alguns poetas de raro talento alcançar os sub e meta mundos do desejo humano, que não se há de aprender, mas só de apreender por inteligências também sensíveis.
Na minha experiência de ler a poesia de Manoel de Barros um desejo vem à tona, desejo de apreender, de vivenciar o próprio ser da coisa de que fala o poeta. Todas as coisas na poesia de Manoel são verdadeiros indivíduos, tudo, mesmo as menores coisas, os dejetos do mundo, recebem nome e dialogam com todas as outras. Sua poesia me leva a capturar o ser da coisa falada, e isso, com toda singeleza, prezando o delicado essencial, mesmo no que há de mais bruto, repugnante ou corriqueiro.
Apreendendo, e, com aquela chave mágica, que me transfigura o olhar para ver o dentro das coisas, me aproximo do universo da poesia de Manoel de Barros. Vou tateando, devagarzinho, olhando pelo buraco da maçaneta da porta, entrevendo um pouco de árvores, um pouco de horizonte, algumas lagartixas e borboletas azuis que dançam no céu entre rãs, - entardecidas!
"Eu via a natureza como quem a veste", diz Manoel. Sou toda sensibilidade ao lê-lo, sou o sonhar primaveril, a folha seca no chão outonal, sou todas as estações, na aventura poiésica onde me inscrevo. A poesia de Manoel expressa um desejo meu, e de muitos, já que é um poeta popular. Por criar mundos, e não apenas linguagem, cada qual ao lê-lo há de ter a sua própria experiência de viver e ser nesse mundo todo ele reinventado de Manoel.
Mundo que é, na minha experiência, um mundo onde todas as coisas, pequenas ou grandes, todas elas, figuram no mesmo plano. Mesmo o mais desprezível e escatológico é valorizado. Vejo Manoel a reanimar a Alma do Mundo, e todas as coisas que toca com suas palavras, sensivelmente ganham importância e individualidade. Para Manoel, todas as palavras pequenas, que remetem a coisas insignificantes, ganham tom de verdadeira oração:
“O mundo meu é pequeno, Senhor. Tem um rio e um pouco de árvores. Nossa casa foi feita de costas para o rio. Formigas recortam roseiras da avó. Nos fundos do quintal há um menino e suas latas maravilhosas. Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas com aves. Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os besouros pensam que estão no incêndio. Quando o rio está começando um peixe, Ele me coisa. Ele me rã. Ele me árvore. De tarde um velho tocará sua flauta para inverter os ocasos”. [1]
Essa vidinha que parece prosaica é a vida de Manoel, homem do Pantanal mato-grossense, que pôde “comprar” seu ócio para viver na companhia das palavras e da natureza. Existe um afeto explícito pela natureza na sua poesia e na sua vida. Afeto esse que tanto carecemos no mundo atual, onde a natureza está sendo destruída, por falta dessa delicadeza, desse respeito pelas menores vidas, seja, animal, vegetal, mineral, ou por esses homens e mulheres de vida simples.
O grande desafio ambiental nesse século está em nos reconhecermos como entes irmãos de todos os seres vivos, de conviver de forma harmoniosa com toda a vida planetária e solar. Esse desafio, que é tanto da ciência, da política, da educação, enfim de todas as esferas da sociedade, passa por uma questão subjetiva e sensível. Significa que precisamos enquanto humanidade aprender um modo novo de viver, que considere todas as formas de vida num plano comum.
A poesia de Manoel nos ensina como é a experiência de ser-em-comum, dando ao humano as qualidades de animal, ao animal a qualidade de humano, e assim com todas as coisas da natureza. Ele é considerado um poeta contemporâneo cujo tema recorrente é o Pantanal. Reconheço em um filósofo da natureza uma idéia que se aproxima da poesia de Manoel de Barros.
Ele viveu por volta de 500 anos a.c, e se chamava Heráclito de Éfeso, também conhecido como o “obscuro”. É lembrado até os dias de hoje por dizer que depois de entrar no rio uma vez, nem homem nem rio serão os mesmos. Que tudo é mudança na natureza, e essa seria a sua essência, o movimento. Assim, o próprio modo de ser da natureza é não ser, ou seja, é criado pelo movimento, pelas dinâmicas de ser e não ser. Então, tudo tende sempre a mudar, a se reinventar.
A idéia que, a meu ver, aproxima esse filósofo da natureza de um poeta moderno do Pantanal como Manoel, é a visão de mundo não dicotomizada, onde os opostos são reconciliáveis e coincidem entre si. Dizia Heráclito: “O contrário em tensão é convergente; da divergência dos contrários, a mais bela harmonia” (1980:49). Essa frase me remete à poesia de Manoel. E me faz pensar no modo simples com que esse poeta faz as diferenças e os opostos coincidirem. Para o poeta das jovens terras pantaneiras, ocupado com o mundo sensível, toda palavra é substância e substantivo, na reinvenção do seu olhar.
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Bibliografia:.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Primavera

No quadro: Vênus ao centro. As 3 Graças. A ocidente está Mercúrio, o mensageiro solar com suas sandálias aladas, Flora de vestido florido jogando flores para o espectador e Zéfiro no momento da paixão fulminante pela ninfa à direita do quadro.

domingo, 27 de junho de 2010

ORAÇÃO DE KRYON


Canalizada por Mario Liani

EU CO-CRIO MINHA CURA FISICA

E DECRETO O DESPERTAR DE MINHA MEMÓRIA CELULAR EM VIRTUDE DISTO, DE MANEIRA ADEQUADA E SAGRADA ME DIRIJO AGORA A TI, QUERIDO CORPO.

ESTAMOS JUNTOS NESTA VIDA E JUNTOS E NÓS CURAMOS A NÓS MESMOS, JUNTOS TEREMOS O PODER DE NOS IMUNIZAR DE QUALQUER PROCESSO QUE POSSA DETERIORAR A SAÚDE DE NOSSO SISTEMA FÍSICO.

JUNTOS NÓS REGENERAMOS, JUNTOS NÓS REJUVENESEMOS.

E JUNTOS TEREMOS O PODER DE RETARDAR A LIBERAÇÃO DA QUÍMICA HORMONAL QUE ENVELHECE, POIS JUNTOS DESATIVAMOS POR TEMPO INDETERMINADO O ENVELHECIMENTO DE NOSSAS CÉLULAS, TECIDOS, ORGÃOS E FUNÇÕES.

E RECONECTAMOS EM NOSSO SER, EM FORMA HARMÔNICA E EQUILIBRADA, OS 12 CÓDIGOS DO DNA, PARA ALCANÇAR OS 12 NÍVEIS, SUPERIORES DE CONHECIMENTO ESPIRITUAL,EMOCIONAL, FÍSICO E MENTAL.

ASSIM MESMO, JUNTOS AGORA ATIVAMOS O CRESCIMENTO E FUNCIONAMENTO DE NOSSA GLÂNDULA PINEAL, PARA SENTIR AS FREQUÊNCIAS MAIS ALTAS DE PENSAMENTO QUE PROPORCIONAM O CONHECIMENTO E PARA POR EM MARCHA O PROCESSO DE ASCENSÃO QUE ESTÁ GRAVADO EM NOSSO DNA.

AGORA, CADA CÉLUALA NOSSA SABE, PROCLAMA SUA INTENÇÃO E ATUA EM CONSEQUÊNCIA MANTENDO NÍVEIS ÓTIMOS DE CONSTANTE BOA SAÚDE E REJUVENECIMENTO FISICO, MENTAL, EMOCIONAL E ESPIRITUAL DE NOSSOS SISTEMAS.

EU…….CRIO O MEU MUNDO, SOU LIVRE DO ESPAÇO E DO TEMPO E SOU PARTE DE TUDO O QUE É .

EU HONRO ESTA TERRA, HONRO MINHA PRÓPRIA EXISTÊNCIA, VIVO NO AGORA, E ACEITO MINHA REALIDADE PRESENTE.

ACEITO O QUE TENHO, ACEITO O QUE SOU E ACEITO SER, POIS EU SEI QUE A GRATIDÃO PELO MOMENTO PRESENTE E PELA PLANITUDE DA VIDA AGORA, É A VERDADEIRA PROSPERIDADE QUE CONTINUAMENTE SE MANIFESTA A MIM DE MUITAS FORMAS.

ASSIM, EU ESTOU EM CONTATO PERMANENTE COM TODOS OS NÍVEIS DE MEU EU MULTIDIMENSIONAL QUE DISFRUTA DE TOTAL PROSPERIDADE MATERIAL , A QUAL SE MANISFESTA TOTALMENTE NO NÍVEL MULTIDIMENSIONAL ONDE SE ENCONTRA ESTA PARTE EXPANDIDA DE MIM, AQUI, AGORA, NO PLANETA TERRA.

EU…..MEREÇO ESTAR AQUI AGORA, E SOU MERECEDORA DE MUITAS COISAS BOAS .

PORTANTO, ME ABRO E COMPREENDO QUE MEREÇO DISPOR DE PLENA ABUNDÃNCIA PARA SUPRIR TODOS OS MEUS DESEJOS E NECESSIDADES, E COMPREENDO QUE O ESPIRITO ESTÁ AQUI PARA DAR-ME AMOR,PAZ,EQUILIBRIO,SAÚDE E PROSPERIDADE.

SOMENTE AS COISAS BOAS ADEREM A MIM , POIS EU SOU UMA PEÇA DA TOTALIDADE EU SOU PERFEITO ANTE A VISÃO DO ESPIRITO .NENHUMA PALAVRA HUMANA PODE MUDAR O EU SOU, POIS EU SOU O QUE SOU E MEREÇO ESTAR AGORA NESTE BELO LUGAR CHAMADO TERRA.

EU SOU O QUE SOU , EU SOU TUDO O QUE SOU, EU SOU TUDO O QUE SOU E TUDO O QUE É , EU SOU UNO COM O TODO.

DE ACORDO COM O PLANO E A VONTADE DIVINA, EU….COMO UM SER MULTIDIMENSIONAL QUE SOU, CONVOCO A TODOS OS MESTRES ASCENDIDOS E A TODOS OS SERES DE LUZ QUE ESTEJAM ENVOLVIDOS COM OS CONHECIMENTOS QUE DEVA RECEBER, A QUE ME TRANSMITAM A TOTALIDADE DESTES CONHECIMENTOS NOS NÍVEIS ADEQUADOS E ME INDIQUEM COMO PROCEDER , PARA SUA INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO E DIVULGAÇÃO E PARA ASSIM HONRAR E CO-CRIAR HARMONIOSAMENTE O MATRIMÔNIO TOTAL COM O CONTRATO DE APRENDIZAGEM QUE EU MESMA ME COMPROMETI COM O ESPIRITO.

EM NOME DO ESPIRITO EU…. CO-CRIO QUE ENFRENTO A MUDANÇA SEM TEMOR E SEM PARTICIPAR EM NENHUMA SITUAÇÃO APOLÍTICA COLETIVA.

EM NOME DO ESPIRITO , EU…..CO-CRIO AS QUALIDADES DO PERDÃO E A COMPAIXÃO INCONDICIONAL E O AMOR INTER E INTRAPESSOAL E A PERFEITA SAÚDE, FISICA, MENTAL E ESPIRITUAL.

EM NOME DO ESPIRITO EU CO-CRIO A OBTENÇÃO DO CONHECIMENTO DESTA NOVA ENERGIA, COM TODOS OS SEUS ALCANCES, COM TODAS AS SUAS FERRAMENTAS, E NO MAIS PURO AMOR, E PARA UTILIZA-LO PARA O MEU PRÓPRIO BEM , MINHA SABEDORIA, MINHA MESTRIA., E PARA GUIANÇA E O BEM DE TODA A HUMANIDADE.

EM NOME DO ESPIRITO, EU…. CO-CRIO A MAIS ALTA ENERGIA ESPIRITUAL CRIADORA DE TODO TIPO, DE RECURSOS INTELECTUAIS , ESPIRITUAIS E MATERIAIS, PARA DIVULGAR, CORRETAMENTE, APROPRIADAMENTE, E COM DESAPEGO TODOS OS CONEHCIMENTOS QUE SE ME INDIQUEM E PARA OBTER SEM ESFORÇO TODOS OS RECURSOS FINANCEIROS QUE SEJAM NECESSÁRIOS PARA REALIZAR CORRETA E APROPRIADAMENTE MINHA MISSÃO, PARA VIVER FOLGADAMENTE , COM QUALIDADE DE VIDA, E PARA COMPARTILHAR COM OS OUTROS MINHA PROSPERIDADE MATERIAL.

AS COISAS POSSIVELMENTE NUNCA SEJAM AQUILO QUE PAREÇAM.

PORTANTO, EU….COMO SER MULTIDIMENSIONAL QUE SOU , NESTA HORA NESTE MOMENTO, PEÇO SER ENVOLTO NA LUZ BRANCA DOURADA DA CRIAÇÃO, PARA TRABALHAR INTEGRALMENTE COM A DIVINA PRESENÇA POR CIMA DE MINHAS PROVÁVEIS CRENÇAS OU LIMITAÇÕES , PARA ESTAR PERMANENTEMENTE CONECTADO COM ALTA PERCEPÇÃO E ADEQUADA EXPRESSÃO, PARA ATUAR SEMPRE DE ACORDO COM O PLANO DIVINO DA LUZ, HONRANDO O ESPIRITO E AOS DESÍGNIOS SUPERIORES DO PLANO MESTRE DE TUDO O QUE É.

EU…LIBERO COMPLETAMENTE E COM TOTAL CONFIANÇA O RESULTADO DESTA AFIRMAÇÃO. COLOCANDO-A NAS MÃOS DO ESPIRITO DE MEU EU MULTIDIMENSIONAL E ME DESAPEGO DO PROCESSO.

ASSIM É.

AFIRMEM

Eu sou o único pensador em minha mente. E eu escolho ter pensamentos alegres, felizes, amorosos e positivos, durante 24 horas, nos 7 dias da semana. Eu amo a Vida e a Vida me ama.
"TUDO ESTÁ BEM EM MEU MUNDO"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Ampliação Cognitiva rumo ao Corpo Universal

Por Mariana Montenegro Martins

Um antigo conhecimento vem sendo redescoberto. Àquele que ensina nossos ancestrais sobre a natureza do ser e do meio ambiente que nos rodeia. Ser e meio ambiente formavam para os antigos xamãs uma só realidade indivisível. Todo o conhecimento ensinado pelos antigos versava sobre essa mesma verdade fundamental: a unidade de tudo o que existe.
Em diferentes tradições xamânicas encontramos esse logos, esse saber fundado nas relações, no padrão de ligação entre tudo o que existe. Vivenciamos em aula um exercício, conduzido por Daniele Calmon, em que essa forma de compreender o mundo pôde ser experimentada. Dani sugeriu uma visualização que nos levou a ser a natureza, nos fez sentir no corpo as sensações da água, da terra, dos animais, do ser humano e dos espíritos.
Nos colocamos no lugar dos objetos observados, não observamos de fora, a proposta era sentir como é ser a coisa, o objeto de que pensamos, até nos tornamos a própria floresta, o próprio animal pensado. Sentindo no corpo as sensações de ser uma árvore, a corrente de um rio a jusante a bater sobre as pedras, as tensões de ser a presa de um tigre faminto.
Leonardo Boff fala de um novo paradigma de coexistência na Terra, em que todo conhecer é uma experiência do sentir. Segundo Boff (2000:100), “A dinâmica básica do ser humano é o pathos, é o sentimento, é o cuidado, é a lógica do coração”. Este paradigma de que fala Boff vem substituir o paradigma antropocêntrico, já esgotado e que vem esgotando a vida no planeta, inclusive a vida dos próprios humanos.
O paradigma antropocêntrico não serve nem aos humanos. Em nível social vemos um cenário de desigualdade e sofrimento, não se trata então da raça humana como um todo se pondo como superior a tudo o mais, se trata, considerando os efeitos das desigualdades sociais, de um modelo de sociedade que atende aos interesses apenas de uma minoria de humanos. E que vem a se opor a tudo o mais.
Maturana (1995), biólogo chileno, fala de uma biologia do “amor”. E que seria esta a própria natureza das relações bióticas. Como na natureza, assim também no mundo humano. Existe uma outra possibilidade de organização social que não essa fundada na negação do outro, mas que anterior a ela e mais básica, é a da aceitação do outro como legítimo na convivência. O biólogo fala de um “fundamento biológico do fenômeno social”. O que para tal deve haver amor, que se tem pela aceitação do outro, sem o qual não há socialização, e, consequentemente, não há também humanidade.
A natureza é orgânica nesse fundamento relacional. Quer dizer, seu modo de operação é sistêmico. A diversidade na natureza forma um conjunto integrado, um circuito fechado em que não há perda de energia, tudo é aproveitado e está em permanente dinâmica relacional. Já os humanos precisariam ampliar seu “domínio cognitivo reflexivo”, nas palavras de Maturana, para chegar a esse encontro com o outro.
Saber ser-em-comum. Saber cuidar. Mas como realizar isso se nosso domínio cognitivo reflexivo é competitivo? Como mudar esse padrão, sair desse paradigma antropocêntrico que não serve nem à humanidade como um todo? Existem sim propostas, saídas, alternativas para isso.
Noutra aula, pude pessoalmente levar uma proposta. A Yoga do Som. Que não pôde ser explicada na sua totalidade, mas que tentou pincelar certos princípios. O primeiro deles é a conscientização do que se sente através da auto-observação. Se eu estou consciente de meus movimentos – físico, etérico, emocional, mental, espiritual – dou o primeiro passo no sentido de ampliar meu domínio cognitivo reflexivo.
Em seguida posso escolher como me relacionar com meus movimentos internos e externos. O som é vibração. Cada gesto ou palavra humana tem um som, vibra de uma tal maneira, em determinadas freqüências, que podem ser mais altas ou mais baixas. Quando sinto amor, estou numa vibração alta, de conexão com o mundo ao meu redor. Se estou numa vibração baixa, de tristeza por exemplo, entro em desconexão com o outro, não legitimo ao outro nem a mim mesmo nesse momento.
Todas as emoções são sadias quando fluidas, quando passam, vem, fazem o seu trabalho, e vão, dando lugar a novas. A Yoga do Som oferece meios de mudar padrões celulares através do som quando a emoção não passa, quando permanecemos presos a um padrão energético emocional ou mental repetitivo. Nesse momento o amor, que é uma energia, não encontrará passagem, porque o canal foi obstruído.
O povo Lakota, na América do Norte, na sua medicina, fala às suas células e cantam para curar suas doenças. Para eles, assim como para várias outras tradições ancestrais, nosso corpo sente e pensa. A capacidade da inteligência para eles não é exclusiva do cérebro. Cada célula do corpo possui um receptor inteligente, o que a ciência convencionou chamar de neuropeptídios.
O próprio coração hoje já não é visto pela ciência como uma simples bomba. O campo da Neurocardiologia admite ser o coração um órgão sensorial, um centro muito sofisticado de processamento de informações, e independente do córtex cerebral. E é sabido também que o coração interage com o cérebro e com o resto do corpo através de um campo elétrico.
Na cultura Inca tudo é reciprocidade. Por isso, quando alguém adoece, ou se enche de energia pesada, é invocada a cura através de cantos e orações, danças e ritos catárticos, para que aquela parte do corpo se harmonize com a “pachamama”, desbloqueando a energia retida.
Muitas tradições apontam para um entendimento do corpo como ser sensível e de inteligência. Esse conhecimento que contempla o universal, que vê o “universo numa casca de nós”, como dizia Shakespeare, e antes considerado mágico, já passa a ser também observado pela ciência moderna. Até o filósofo Friedrich Nietzsche fez suas observações vislumbrando os desafios dos espíritos vindouros:
“A humanidade deve se propor metas universais que abarquem todo o planeta (...) Se a humanidade não há de se destruir devido à posse consciente de tais metas universais, deve antes de tudo atingir um conhecimento sem precedentes a respeito das condições básicas geradoras da cultura, como um guia científico para as metas universais. Nisso radica o incrível desafio a ser enfrentado pelos grandes espíritos do século vindouro”.[1]
Nesse rastro está a Ecologia, como ciência da casa (oikos, do grego), que nos desafia a ampliar nosso horizonte cognitivo, desde o nosso corpo até o corpo maior coletivo, planetário e universal. Encontro esse, que só pode se dar, no amor.

domingo, 9 de maio de 2010

A mulher e o mar

"Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava sangue. Ela e o mar.
Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.
Lóri olhava o mar, era o que podia fazer. Ele só lhe era delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela incapacidade humana de ver a curvatura da terra.
Deviam ser seis horas da manhã. O cão livre hesitava na praia, o cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.
Seu corpo se consola de sua própria exiguidade em relação a vastidão do mar porque é a exiguidade do corpo que o permite tornar-se quente e delimitado, e o que a tornava pobre e livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio da madrugada.
A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Lóri está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização da Natureza. A coragem de Lóri é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir, e agir sem se conhecer exige coragem.
Vai entrando. A água salgadíssima é de um frio que lhe arrepia e agride em ritual as pernas.
Mas uma alegria fatal - a alegria é uma fatalidade- já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seu mais adormecido sono secular.
E agora está alerta, mesmo sem pensar, como um pescador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda - e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido secreto.
O caminho lento aumenta sua coragem secreta - e de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda! O sal, o iodo, tudo líquido deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo - espantada de pé, fertilizada.
Agora que o corpo todo está molhado e dos cabelos escorre água, agora o frio se transforma em frígido. Avançando, ela abre as águas do mundo pelo meio. Já não precisa de coragem, agora já é antiga no ritual retomado que abandonara há milênios. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar, e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol quase imediatamente já estão se endurecendo de sal. Com a concha das mãos e com a altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheias de água, bebe-a em goles grandes grandes, bons para a saúde de um corpo.
E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem.
Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal que seca, as ondas batem e voltam, lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.
Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois já conhece e já tem um ritmo de vida no mar. Ela é a amante que não teme pois que sabe que terá tudo de novo.
O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer: quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate, volta. A mulher não recebe transmissões nem transmite. Não precisa de comunicação.
Depois caminha dentro da água de volta à praia, e as ondas empurram-na suavemente ajudando-a a sair. Não está caminhando sobre as águas - ah nunca faria isso depois que há milênios já haviam andado sobre as águas - mas ninguém lhe tira isso: caminhar dentro das águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência à sua saída puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.
E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água, e sal e sol. Mesmo que o esqueça, nunca poderá perder tudo isso. De algum modo obscuro seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe - sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano".

Clarice Lispector - "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres"

domingo, 11 de abril de 2010

OS ANCESTRAIS E AS DIFERENTES INTELIGÊNCIAS

"De acordo com os ancestrais de diferentes partes de nosso mundo, nosso corpo sente e pensa. Por exemplo, no caso dos ancestrais das tribos australianas, quando uma pessoa se fere ou adoece, a tribo se reúne ao redor do enfermo e canta pedindo perdão à ferida ou parte afetada. E esta começa automaticamente a dar sinais de melhora e ocorrem curas milagrosas.

O mesmo ocorre nas assombrosas curas dos kahunas ou médicos magos havaianos. Eles entram em oração direta com a parte afetada pedindo-lhe perdão. Esse ato de oração envolve os magos, o paciente e todas as vidas durante as quais eles possam ter se encontrado e se envolvido com essa pessoa. E também ocorrem curas consideradas milagrosas. ( HOPO NO PONO OU
SAINT GERMAIN LEMBRAM??? )

No conhecimento ancestral Inca, tudo é reciprocidade, quando alguém adoece ou se enche de energia pesada ou “hucha”, por ter atitudes egoístas, não deixando fluir o “sami” ou energia leve. Por isso nas curas se pede para aquela parte do corpo se harmonizar com ‘pachamama’ permitindo que o bloqueio se reequilibre.

E a pessoa se cura.

No caso dos Lakotas, na América do Norte, eles falam com o corpo para informar-lhe que existe uma medicina que vai curá-lo. E logicamente as pessoas se curam. Como vemos, examinando alguns casos de medicina ancestral, chegamos a uma interessante conclusão: os ancestrais aceitavam as partes de nosso corpo como um ser completamente inteligente e autônomo do cérebro. Isso durante os últimos séculos passou a ser considerado como fraude ou superstição.

Mas vejamos agora as descobertas mais recentes da ciência. Você vai ficar estupefata (o).

A sabedoria do corpo é um bom ponto de acesso às dimensões ocultas da vida: é totalmente invisível, mas inegável. Os investigadores médicos começaram a aceitar este fato em meados dos anos oitenta. Anteriormente se considerava que a capacidade da inteligência era exclusiva do cérebro. Então foram descobertos indícios de inteligência no sistema imune e, logo a seguir, no
digestivo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA IMUNE

A Dra. Bert descobriu (e logo outros cientistas confirmaram) , que existem tipos de receptores inteligentes não só nas células cerebrais, mas em todas as células, de todas partes do corpo (chamaram inicialmente de neuropeptídios) .
Quando começaram a observar as células do sistema imunológico, por exemplo, as que protegem contra o câncer, contra as infecções, etc., encontraram receptores dos mesmos tipos que os do cérebro.

Em outras palavras, suas células imunológicas, as que o protegem do câncer e das infecções, estão literalmente vigiando cada um dos seus pensamentos, cada emoção, cada conceito que você emite, cada desejo que tem. Cada pequena célula T e B do sistema imunológico produz as mesmas substâncias químicas produzidas pelo cérebro quando pensa. Isto torna tudo muito interessante, porque agora podemos dizer que as células imunológicas são pensantes. Não são tão elaboradas como as células cerebrais, que podem pensar em português, inglês ou espanhol. Mas sim, elas pensam, sentem, se emocionam, desejam, se alegram, se entristecem, etc. E isto é a causa de enfermidades, de stress,câncer, etc. Quando você se deprime entram em greve e deixam passar os vírus que se instalam em seu corpo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA DIGESTIVO

Há dez anos parecia absurdo falar de inteligência nos intestinos. Sabia-se que o revestimento do trato digestivo possui milhares de terminações nervosas, mas que eram consideradas simples extensões do sistema nervoso, um meio para manter a insossa tarefa de extrair substâncias nutritivas do alimento. Hoje sabemos que, depois de tudo, os intestinos não são tão insossos. Estas células nervosas que se estendem pelo trato digestivo formam um fino sistema que reage a acontecimentos externos: um comentário perturbador no trabalho, um perigo iminente, a morte de um familiar. As reações do estômago são tão confiáveis como os pensamentos do cérebro, e
igualmente complicadas.

A INTELIGÊNCIA DO FÍGADO

As células do cólon, fígado e estômago também pensam, só que não com a linguagem verbal do cérebro. O que chamamos “reação visceral” é apenas um indício da complexa inteligência destes milhares de milhões de células. Em uma revolução médica radical, os cientistas acessaram uma dimensão oculta que ninguém suspeitava: as células nos superaram em inteligência durante
milhões de anos.

A INTELIGÊNCIA DO CORAÇÃO

Muitos acreditam que a consciência se origina unicamente no cérebro. Recentes investigações científicas sugerem, de fato, que a consciência emerge do cérebro e do corpo atuando juntos. Uma crescente evidência sugere que o coração tem um papel particularmente significativo neste processo.
Muito mais que uma simples bomba, como alguma vez se acreditou, o coração é reconhecido atualmente pelos cientistas como um sistema altamente complexo, com seu próprio e funcional “cérebro”.

Ou seja, o coração tem um cérebro ou inteligência. Segundo novas investigações no campo da Neurocardiologia, o coração é um órgão sensorial e um sofisticado centro para receber e processar informação. O sistema nervoso dentro do coração (ou o “cérebro do coração”) o habilita a aprender,recordar e tomar decisões funcionais independentemente do córtex cerebral.
Além da extensa rede de comunicação nervosa que conecta o coração com o cérebro e com o resto do corpo, o coração transmite informação ao cérebro e ao corpo, interagindo através de um campo elétrico".

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sobre o livro Mulheres que Correm com os lobos

"Era uma vez uma mulher. Essa mulher era amada. Por ser amada, era reconhecida como inteira em si mesma. Por ser reconhecida, era livre para existir. Essa mulher vivia com os pés na terra e a cabeça nas nuvens, possuía todos os atributos de uma deusa. Era humana e ao mesmo tempo divina e havia algo de selvagem em seus olhos que nenhuma civilização ou religião poderiam domar.Por isso mesmo,essa mulher foi temida e, por ser temida, foi reprimida e banida do convívio dos demais. Ela foi queimada nas fogueiras da ignorância, amordaçada nas malhas da censura, presa nas correntes da indiferença. Após tantos séculos de repressão, aqueles que a haviam reprezado acreditavam que sua luz havia finalmente se extinguido; que sua natureza selvagem e aterradora havia desaparecido por completo. Porém, essa mulher faz parte da própria natureza, ela é a própria natureza e não pode ser aniquilada. De sua completude temos apenas resquícios mas ela sobrevive nas histórias e nos contos de fada e no fundo da alma de todos, homens e mulheres que sentem um profundo sentimento de vazio e solidão em suas vidas. Eles escutam o chamado que vem dos ossos, das profundezas da carne. O chamado da mulher selvagem, há muito reprimida, há muito massacrada mas de nenhuma forma esquecida.
Clarissa Pinkola Estés nesse brilhante livro sai em busca "daquela que sabe", a mulher selvagem. É um verdadeiro trabalho de escavação das partes mais subterrâneas da psique em busca de algo muito precioso que foi há muito tempo contido. Através de contos de fada e mitos, a autora procura aos poucos revelar as muitas facetas da alma feminina que tem sido tão maltratada não apenas pela sociedade mas pela própria mulher, que se afastou de sua parte selvagem.
Mulheres que correm com os lobos é uma verdadeira viagem ao interior daquela parte mais profunda de nós mesmos da qual insistimos em fugir. É uma busca por aquilo que há de mais verdadeiro e mais essencial em cada um de nós. Uma missão de vida que, mais cedo ou mais tarde, todos teremos que cumprir. "

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Canto à Hierarquia celeste


domingo, 7 de fevereiro de 2010




Ó Saturno! Deus de anéis reluzentes. Grande força que navega na imensidão dos céus! Tende piedade de nós, teus filhos e filhas, que na Terra, buscam viver a altura das tuas influências. Ó tu, que és o Cronos, o tempo que nos devora. Tu, pai exigente, que limita teus filhos, para assim, na tua razão celestial, fazê-los crescer. És na ciência dos astros o grande ancião, o temível que devora os próprios filhos. Nós diante de ti pedimos clemência, rogamos à santa Paciência para viver tua fase inevitável. Tu és aquele que faz os dias passarem lentos, tu és o suor e as lágrimas do trabalho árduo e da vida dura. Rogo a ti para que seu jugo, inevitável, me faça forte e sólida como rocha!
Mas rogo ainda mais e fervorosamente à Júpiter, teu filho que te sucede, que a ti derrota e libera as correntes. Ó grande Júpiter! Ó Zeus! Tu és o senhor do Olimpo! Tu és a expansão e a prosperidade! A alegria e a festa são por ti conduzidas. Tu, o maior, é quase uma estrela!
E mais além de ti ainda está o regente maior, o Rei dos reis, o grande Helius - o Sol!!! Mais forte ainda rogo ao Sol. Mesmo em dias saturninos, quando o sol parece não brilhar. Mesmo quando os anéis laçam os dedos. Mesmo quando tolhida, ou mesmo quando um dia expandida, não descansarei! Até que fora dos dias, para além do tempo que devora ou da abundância que me expande, eu possa te ver reinar, absoluto, sobre toda a abóboda celeste! Neste dia minhas ilusões terão acabado e verei, enfim, que tu és a única realidade. Neste dia então saberei o que Eu Sou.

terça-feira, 9 de março de 2010

Loja de Deus

Caminhando pela rua vi uma loja que se chamava a Loja de Deus. Entrei na loja e vi um anjo no balcão. Maravilhado lhe perguntei:
-Santo Anjo do Senhor, o que vendes?
Ele me respondeu:
-Todos os dons de Deus.
-Custa muito caro?
-Não, tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi jarros e vidros de fé, pacotes de esperança, caixinhas de salvação e sabedoria.
Tomei coragem e pedi:
-Por favor, quero muito amor de Deus, todo perdão dele, vidros de fé, bastante felicidade e salvação eterna para mim e para toda a minha família. Então o anjo do Senhor preparou um pequeno embrulho que cabia na minha mão.
Sem entender perguntei-lhe:
-Como é possível colocar tantas coisas nesse pequeno embrulho?
O anjo respondeu-me sorrindo:
-Meu querido irmão, na loja de Deus não se oferecem frutos, apenas as sementes.
(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Semelhante atrai semelhante - OSHO

Somente uma pessoa amorosa, aquela que realmente é amorosa; pode encontrar o parceiro certo.
Essa é minha observação: se você está infeliz você irá encontrar alguém também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas pelas pessoas infelizes. E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não sejam atraídas pelas pessoas felizes; senão elas destruiriam a felicidade delas. Está perfeitamente bem.
Somente pessoas felizes são atraídas pelas pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante. Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas pelas pessoas estúpidas.
Você encontra as pessoas do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está fadado a ser amargo se este surgiu da infelicidade.
Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e então você encontrará alguma outra alma festiva e haverá um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança irá surgir disso.
Não peça por um relacionamento a partir da solitude, não. Assim você estará indo na direção errada. Então o outro será usado como um meio e o outro lhe usará como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo único é um fim em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio.Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um caminho para ficar sozinho.
Se você puder ser feliz quando você está só, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado. Se você é feliz, então você tem alguma coisa para compartilhar, para dar. E quando você dá, você obtém; não é de outra maneira. Assim surge uma necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não está amadurecido. É uma atitude infantil.
Uma criança nasce. Naturalmente, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda está para ser integrado; ela ainda não está reunida.
Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa: que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer e se ela permanecer presa nessa atitude que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente permaneceu imatura.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém.
A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade.
E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não.
"É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra"?
Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo.
Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.
Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo.
Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.
Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.